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Tentativa homicídio

Mulher trans é vítima de duas tentativas de homicídio em Araquari.

Foram duas ocorrências registradas em menos de 24h, no mês de abril em Araquari.

04/05/2022 18h04Atualizado há 3 semanas
Por: Vitor Blemer
Fonte: ND Mais
Ativista social foi vítima duas vezes de tentativa de homicídio – Foto: Scarlett Oliveira/Divulgação ND
Ativista social foi vítima duas vezes de tentativa de homicídio – Foto: Scarlett Oliveira/Divulgação ND

Uma mulher trans foi vítima de duas tentativas de homicídio com arma de fogo em menos de 24h, em Araquari, no Norte de Santa Catarina. O caso ocorreu nos dias 23 e 24 de abril.

Na primeira tentativa, no sábado (23), a ativista social Scarlett Oliveira, 29 anos, andava de bicicleta em uma rua quando um carro preto passou ao lado dela com dois homens, gritando e efetuando disparos de arma de fogo. Eles usavam casaco de moletom e aparentavam ter 30 anos. O local foi próximo ao fórum da cidade.

Scarlett correu e se escondeu próximo ao cemitério municipal, entre lajotas dentro de uma vala, tendo sofrido cortes nas pernas e nas mãos. A vítima ficou por uma hora na vala tentando se esconder dos criminosos, que não retornaram mais ao local.

Scarlet foi até a Polícia Militar que foi ao local do crime para recuperar a bicicleta da vítima e mapear o local do ocorrido. Os criminosos tiveram acesso ao número de telefone da vítima, onde a chamaram por um aplicativo de mensagens e começaram a mandar mensagens e depois ameaçaram.

Já no domingo (24), quando a vítima buscava provas da tentativa de assassinato, Scarlett foi abordada novamente por quatro homens que a agrediram verbalmente e a perseguiram insultando-a com palavras de ódio.

Temendo por sua vida, correu e novamente se escondeu. Scarlett foi novamente à Polícia Militar, onde foram documentadas as ameaças via mensagem, após a segunda tentativa.

A vítima tentou fazer duas vezes o boletim de ocorrência com a Polícia Militar, mas foi orientada a registrar o boletim junto à Polícia Civil. Ela conseguiu encontrar um projétil da primeira tentativa de assassinato e só conseguiu realizar o B.O presencialmente, na segunda, dia 25 de abril.

Tentativa de homicídio

Scarlett só conseguiu fazer o boletim de ocorrência no dia 15 – Foto: Scarlett Oliveira/Divulgação ND

“Se eu fosse morta não teria nenhum registro no sistema. Nossas vidas são violentadas diariamente. É preciso muita coragem para ser uma mulher trans e travesti, no país que mais mata LGBT’s do mundo. Eu não deixarei nunca de ser quem sou.”, afirma Scarlett.

Ainda abalada, Scarlett conta que mesmo estando mais reservada, não deixará de comparecer aos compromissos de ativismo em combate a desigualdade social.

Scarlett diz que o possível autor dos crimes assumiu a culpa através das mensagens enviadas pelo aplicativo de mensagem. E diz ainda ser vítima de transfobia, na mensagem recebida a pessoa pede para ver as partes íntimas de Scarlett. Os prints das conversas foram encaminhados às Polícias Civil e Militar.

Tentativa de homicídio

Ela foi ameaçada por um aplicativo de mensagem – Foto: Scarlett Oliveira/Divulgação ND

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O que diz a Polícia Civil

A reportagem do Portal Nd+ entrou em contato com a Polícia Civil de Araquari, que informou que a investigação segue sem suspeitos. “O inquérito não está aberto sobre o fato tentativa de homicídio, os indícios são inconclusos, somente temos a versão da vítima, nenhuma testemunha ou imagens, ou qualquer outro fato”, esclareceu o delegado Eduardo de Mendonça.

Ainda segundo o delegado, a própria vítima não sabe informar qualquer característica de suspeito ou veículo utilizado nos crimes.

A reportagem perguntou sobre as mensagens recebidas pela vítima, por um aplicativo de mensagens. O delegado disse que as mensagens foram analisadas, porém, nenhuma das mensagens foi de ameaça ou discriminação, ou qualquer tipo de crime, e sim, perguntando para a vítima o que teria acontecido.

A vítima cita ainda o nome de uma pessoa que poderia estar por trás desses crimes e de outros já ocorridos na cidade de Araquari. Sobre isso, o delegado disse que a pessoa não foi localizada. “A vítima somente citou essa pessoa, porém sem qualquer fato concreto ou local, ou qualquer coisa que a gente pudesse localizar”. Mendonça concluiu dizendo que as investigações continuam.

Segundo Scarlett, o criminoso teria dito ser uma pessoa pública da cidade, não revelando o nome. Ela acredita ser uma afirmação falsa para tentar distorcer os fatos.

Tentativa de homicídio

Em uma conversa a pessoa diz ser pública, conhecida e visada na cidade – Foto: Scarlett Oliveira/Divulgação ND

Lideranças da Diversidade Nacional e Estadual se manifestaram sobre o caso

“A população LGBTI+ é diariamente violentada. O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Felizmente a Scarlett se encontra bem, apesar do abalo psicológico que tais eventos causam. O que podemos fazer nesse momento, além de dar a ela todo o apoio possível, é cobrar por justiça. Para que as tentativas de homicídio sejam investigadas, os criminosos identificados e que eles respondam com todo rigor da lei. A

LGBTIfobia é crime no nosso país desde 2019 e o poder público não pode fechar os olhos para os ataques contra a nossa população”, disse Amanda Anderson, Presidente Nacional.

“Primeiro fico feliz da nossa companheira estar bem e ser uma mulher forte para lutar por justiça, mas não podemos mais aceitar que esse tipo de situação seja tão corriqueira que não falemos mais sobre! Justiça para Scarlett!”, disse Amanda Corrêa, Presidente Estadual.

Scarlett Oliveira é Defensora de Direitos Humanos, Estudante de Tecnólogo em Gestão de Serviços Jurídicos Notariais e de Registros, aluna e membra do conselho do IFC (Instituto Federal Catarinense de Araquari), Conselheira do Patrimônio Cultural de Araquari por decreto municipal, membro da Conseg (Conselho comunitário de segurança pública de araquari), e do PDT Diversidade, membra externa da Comissão de Gênero e Sexualidade da OAB Joinville — Coordenadora Estadual da ONG Nacional AVB Brasil em Santa Catarina em combate a corrupção, vice-presidente da UNALGBT Joinville e região e membra de Núcleos estudantis e movimentos sociais.

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