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Pandemia em SC!

Por que Joinville continua em nível gravíssimo para a pandemia da Covid-19?

Índices de transmissibilidade e ocupação hospitalar preocupam e região Nordeste se mantém como o único ponto vermelho em Santa Catarina.

30/08/2021 16h27
Por: Vitor Blemer
Fonte: ND Mais
Joinville confirmou mais cinco mortes por coronavírus nesta sexta-feira (18) – Foto: Carlos Jr./ND
Joinville confirmou mais cinco mortes por coronavírus nesta sexta-feira (18) – Foto: Carlos Jr./ND

Entra semana, sai semana e Joinville e região continuam em nível gravíssimo para a pandemia da Covid-19. A maior cidade de Santa Catarina tem índices preocupantes desde que o coronavírus começou a se espalhar pelo Estado, em março de 2020.

Quase 18 meses após os primeiros casos e as primeiras mortes, Joinville continua como o epicentro da pandemia e tem, ainda, o maior número de casos da variante Delta.

Na nova matriz de risco, divulgada no sábado (28), há apenas um ponto vermelho no mapa catarinense: a região de Joinville, que continua no nível gravíssimo. Mas, por que o alerta continua preocupante no Nordeste de Santa Catarina?

 

Alguns fatores explicam o vermelho da região. Entre as diretrizes avaliadas para determinar o nível de atenção de cada região, o Nordeste tem duas com nível gravíssimo, a capacidade de atenção e a transmissibilidade, e os números comprovam a avaliação.

Mais casos ativos, menos leitos

Apesar da inconsistência em diversos dados tabulados pelo município e pelo Estado, Joinville, a maior cidade da região, tem números alarmantes. Segundo o governo estadual, já são 109.802 casos confirmados desde março do ano passado, com 1.768 mortes e 2.555 casos ativos, com os dados atualizados às 22h16 de domingo (29). Os números divulgados pelo município são um pouco menores, mas ainda assim, preocupantes.

De acordo com o painel municipal, são 108.062 confirmados desde o início da pandemia, 1.737 óbitos e atuais 1.566 casos ativos. Os dados foram atualizados às 17h de domingo (29). É o maior número de casos, de mortes e de casos ativos de todo o Estado. O alto número de casos ativos justifica o índice gravíssimo quando analisada a transmissibilidade do vírus.

Além disso, a capacidade de atenção, que diz respeito à capacidade que a estrutura de saúde tem de absorver os casos, é fator determinante para manter a cidade e a região em nível gravíssimo. Os dados atualizados do Coes (Central de Operações de Emergência em Saúde) na noite de domingo apontam Joinville com 100% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) públicos para adultos ocupados.

Segundo os números do governo estadual, todos os 113 leitos ativos e destinados ao tratamento de pacientes adultos com a Covid-19 estão ocupados nos hospitais Bethesda, Regional Hans Dieter Schmidt e Municipal São José. Nas enfermarias, há apenas 20 leitos públicos disponíveis.

No entanto, os dados municipais apontam três leitos públicos disponíveis e outros 14 na rede privada. Os números de leitos de enfermaria batem com os divulgados pelo Coes: 20 públicos e outros 28 privados.

“O alerta já está aceso”, diz especialista

O professor e coordenador do Necat (Núcleo de Estudos de Economia Catarinense) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Lauro Mattei, ressalta o aumento dos índices em agosto e que coloca, novamente, Joinville muito acima das demais cidades.

Segundo os dados estaduais, a segunda cidade com mais casos ativos é Chapecó, com 1.086, ainda assim, mais de mil casos a menos do que a cidade do Norte catarinense.

“São números estabilizados no Estado, mas Joinville, que vinha mais ou menos estabilizada, nas últimas semanas só aumenta, uma após a outra. É o epicentro da região, do Estado. São duas cidades com uma evolução muito grande da doença”, fala.

Para o professor, as flexibilizações e a variante Delta impactam diretamente no aumento de casos e, as duas situações associadas, fazem os números explodirem, novamente.

“Houve uma flexibilização muito antecipada, inclusive com shows voltando e isso vem das autoridades e da população. Há uma flexibilização exagerada nos cuidados essenciais, festas acontecendo e toda essa mudança. Além disso, não dá pra dizer que é a variante Delta, mas a probabilidade é muito grande. No decreto está escrito com todas as letras que a estratégia, agora, é combater via vacina, mas todos os especialistas dizem que precisamos das duas coisas ao mesmo tempo, redobrar cuidados e vacinas, até porque há uma dificuldade em manter um ritmo, a vacina demora para ter resposta, você leva três meses para imunizar as pessoas efetivamente”, destaca.

Mattei salienta, ainda, a concentração de casos e mortes em Joinville. Há duas semanas, o município confirmou 26 das 116 mortes de todo o estado, a segunda cidade com mais óbitos foi Chapecó, com oito.

“É um número muito expressivo, que chama a atenção, só há duas cidades com mais de mil óbitos. É algo que já vem com Joinville e é isso que deveria servir de alerta para as autoridades no sentido de uma ação mais efetiva e uma retaguarda mais rápida, não esperar explodir a contaminação”, ressalta.

A resposta aos números, reforça o professor, precisa ser rápida e efetiva. Ele salienta que é uma tendência crescente na cidade e que pode piorar nas próximas semanas, o que precisa fazer com que as autoridades fortaleçam as estruturas de saúde para atender a demanda com qualidade e efetividade.

“O fato de ter que mobilizar novos leitos de UTI não é imediato, mas precisa começar a fazer, não dá pra esperar as pessoas irem a óbito pra depois movimentar isso. A resposta do governo é lenta nos termos de ampliar leitos de UTI, temos uma aprendizagem lá do início que não podemos esperar, sobretudo quando já tem sinal concreto que vai precisar. Os dados mostram que vai precisar nessas regiões, o alerta já está aceso”, finaliza.

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