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Investir em Bitcoin?

Bitcoin e demais criptoativos: crash ou hora de entrar na baixa?

Queda que chegou a 35% na quarta-feira é apontada como estouro da bolha por críticos, mas defensores sustentam visão de longo prazo para o investimento.

20/05/2021 10h52
Por: Vitor Blemer
Fonte: Exame
A forte queda do bitcoin e de outros criptoativos divide investidores sobre o que vem a seguir | Foto: Bloomberg (Bloomberg via Getty Images)
A forte queda do bitcoin e de outros criptoativos divide investidores sobre o que vem a seguir | Foto: Bloomberg (Bloomberg via Getty Images)

A impressionante queda de até 35% do bitcoin, o criptoativo mais famoso e negociado de todos, ganhou as manchetes mundo afora e dividiu economistas, analistas e investidores. Em questão de horas, bilhões de dólares evaporaram em valor de mercado com a maior onda vendedora da história desses ativos. Afinal, trata-se do estouro da bolha ou de uma oportunidade rara de compra desses ativos na baixa?

Para ser mais exato sobre a queda monumental: o valor de mercado de todos os criptoativos passou em uma semana de 2,55 trilhões de dólares para 1,66 trilhão de dólares, segundo dados da CoinMarketCap (veja gráfico abaixo). Uma soma de cerca de 900 bilhões de dólares.

Nesta manhã de quinta-feira, 20 de maio, a criptomoeda mais negociada do mundo aparenta estabilização. É negociada na casa de 39.000 dólares, ainda 20% abaixo do patamar de uma semana atrás e mais de 50% abaixo do recorde de um mês atrás, mas em alta de 30% em relação ao pior momento da véspera, quando bateu em 30.200 dólares.

"O bitcoin cai mais de 40% do seu pico menos de um mês atrás. Quais investidores institucionais são imprudentes o suficiente para investir em pseudo-ativos tão arriscados e voláteis e sem valor intrínseco? Eles deveriam ser demitidos na hora se fizerem uma aposta tão imprudente e especulativa", escreveu no Twitter o economista Nouriel Roubini, um especialista em crises que anteviu o estouro da bolha imobiliária americana em 2008.

Roubini faz referência a um dos fatores que certamente mais fizeram o bitcoin se valorizar mais de 100% em 2021, quando atingiu o patamar recorde de 64.900 dólares em meados de abril. Grandes investidores institucionais, como a Tesla de Elon Musk e a empresa de tecnologia Microstrategy, vieram a público assumir que estavam investindo na criptomoeda, o que certamente influenciou muitos investidores pessoa física a adotar o mesmo caminho.

Mas na mesma medida em que não faltaram críticos a apontar o componente elevado de especulação e risco que envolve as criptomoedas -- algo que os defensores também admitem, é justo dizer --, estes não hesitaram em ir a público dizer que os fundamentos que sustentam o bitcoin, o ethereum e outros continuam a existir. E que o investimento com visão no médio e no longo prazo é mais justificado do que nunca.

"Se eu gostava de algo quando os preços estavam altos, é uma aposta segura dizer que eu vou gostar ainda mais quando os preços estiverem baixos", afirmou Bill Miller, famoso investidor de Wall Street que comandou por anos o fundo Legg Mason Value Trust, que bateu o índice S&P 500 por mais de uma década consecutiva. As declarações foram dadas em entrevista à CNBC.

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"As entidades que eu controlo adquiriram 111.000 bitcoins e não venderam um único satoshi", disse Michael Saylor, CEO da MicroStrategy. Satoshi é o termo que representa a menor fração possível para um bitcoin. Saylor é um famoso entusiasta do bitcoin. Foi dele a ideia de usar as reservas da MicroStrategy para comprar a criptomoeda e fazer da empresa uma das pioneiras da ideia, antes de PayPalTeslaVisa e outras que decidiram investir no setor.

A forte onda vendedora teve como estopim na quarta-feira, dia 19, o anúncio de novas restrições do governo da China para a negociação de criptoativos. Mas é um movimento que já vinha de pelo menos uma semana. O principal gatilho foram decisões e comentários sucessivos daquele que até pouco tempo atrás era considerado o principal embaixador do bitcoin e outros ativos, Elon Musk.

Na quarta da semana passada, dia 12, ele anunciou que a Tesla não iria mais aceitar bitcoin como moeda de pagamento pelos carros elétricos que produz, revertendo uma decisão que ele havia anunciado no início do ano e que ajudou a fazer disparar as cotações. Dias depois, deu a entender que poderia se desfazer das reservas da empresa nessa criptomoeda.

Ao suspender a aceitação do bitcoin, Musk utilizou um argumento que ganha cada vez mais peso no mundo dos investimentos, independentemente se são criptoativos ou não: a preocupação com o impacto ambiental, dentro dos princípios ESG (sigla em inglês para meio ambiente, social e governança).

Tanto a criação -- chamada de mineração -- como a operação dos sistemas que mantêm o bitcoin e muitos criptoativos demandam um volume expressivo de energia elétrica, e não há clareza sobre as fontes predominantes.

No mundo atual de crescente preocupação com o clima, muitos investidores não estão mais dispostos a conceder o benefício da dúvida. E o risco de que fontes "sujas" como o carvão sejam utilizadas para gerar o bitcoin é o suficiente para que não queiram se associar a ela.

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Mas afinal o que vem a seguir?

Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares, ou muito mais dado o tamanho das posições de muitos investidores. Um relatório do JPMorgan apontou que muitos investidores institucionais passaram a desmontar posições em criptoativos e passaram a se refugiar no ouro, que acumula valorização expressiva de 6,5% neste mês de maio.

Alguns operadores de mercado dizem que a forte queda na quarta-feira foi causada pela necessidade de investidores de desmontarem posições para cobrir perdas, uma vez que estavam operando de forma muito alavancada. Teria sido um caso clássico, portanto, de efeito dominó quando o mercado entra em forte baixa. E isso explicaria a aparente estabilização desde a tarde de quarta-feira.

A forte volatilidade que ainda é inerente às criptomoedas foi apontada também como um fator que permite antever a recuperação dos preços nos próximos meses. De acordo com levantamento do site MarketWatch com informações da Dow Jones Market Data, o bitcoin já caiu mais de 20% em um único dia 47 vezes desde 2010; e mais de 10% em 231 ocasiões. Para efeito de comparação, com dados desde 1928, isso aconteceu apenas 1 e 10 vezes, respectivamente, com o S&P 500.

Cathie Wood, fundadora e CEO da Ark Invest, uma das gestoras mais famosas em Wall Street por abraçar o tema da inovação, com ganhos expressivos nos últimos anos, defendeu uma visão de longo prazo para o investimento.

“Acredito que estamos em um fase de capitulação. Nós estamos olhando para todos os indicadores e eles indicam que nós estamos nessa fase e que é um ótimo momento para comprar. Não importa qual é o criptoativo, é uma fase de capitulação, então eles estão em promoção”, afirmou a gestora em entrevista à Bloomberg.

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