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Futebol na pandemia

Médicos questionam protocolo adotado pela FCF no combate à Covid-19.

Protocolo da FCF prevê não obrigatoriedade em casos de jogadores já positivados e abertura para escolha de testes.

03/03/2021 18h05
Por: Vitor Blemer
Fonte: ND Mais
Médicos questionam eficiência de protocolo adotado pela FCF – Foto: Lucas Colombo/ECPróspera
Médicos questionam eficiência de protocolo adotado pela FCF – Foto: Lucas Colombo/ECPróspera

Após o surto de Covid-19 no JEC e o adiamento de partidas devido ao número insuficiente de jogadores “saudáveis” no Tricolor, o ND+ questionou profissionais sobre o protocolo adotado pela Federação no Campeonato Catarinense.

Para a entidade que gere o futebol em SC, os jogadores que já testaram positivo não precisam ser testados por 90 dias – período no qual o campeonato começa e termina, segundo a projeção da Federação. No JEC, os 30 casos positivos neste surto têm, inclusive, jogadores reinfectados, como é o capitão Edson Ratinho, diagnosticado em testes três vezes em um ano de pandemia. Além disso, os clubes podem optar pela realização dos testes PCR ou antígeno.

Para o infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), Max Igor Lopes, dar a “opção” aos clubes de fazer ou não o teste nos casos de atletas que já foram infectados é “perigoso”. “A partir do momento que você não padroniza, fica sujeito a várias situações, quando cada um toma sua decisão não se sabe o que está acontecendo. É até estranho chamar de protocolo quando há opção. No mínimo todo mundo deveria fazer. A reinfecção existe, temos evidências de transmissão secundária e há, ainda, as novas variantes e mutações”, fala.

O infectologista colaborou na elaboração do protocolo adotado pelo NBB (Novo Basquete Brasil) e ressalta a importância de aumentar a segurança para evitar que os casos saiam de controle. “Se você começa a não testar quem já teve, você diminui a segurança e aumenta a possibilidade de surto”, reforça.

Apesar disso, ele explica, também, que os testes PCR e Antígeno são similares e, embora o antígeno tenha uma assertividade um pouco menor, tem a vantagem da agilidade e custo. Para ele, a opção não prejudica a segurança para os atletas, porém, ressalta que o protocolo deveria exigir o teste em todos os atletas, mesmo os que já foram diagnosticados em outro momento.

“Quando você faz antígeno, você pode fazer o teste muito perto do jogo e com isso acaba melhorando a detecção e diminuindo o risco. Mesmo que ele seja menos sensível, mesmo com o negativo, vou ter um teste muito próximo, existe uma correlação entre o vírus e a positividade”, fala.

O médico do JEC, Claudecir Evandro Gambeta, tem a mesma percepção e reforça que a possibilidade de optar pelo antígeno não prejudica a detecção o vírus e dá agilidade aos clubes, situação que, inclusive, aconteceu com o clube no domingo (28).  O time precisou repetir os testes para provar que havia mais jogadores infectados e teve o resultado em algumas horas. “Esse ponto é favorável aos clubes pelo custo e pela agilidade, mas o outro ponto precisa ser revisto”, diz.

Gambeta ressalta que a FCF segue o protocolo da CBF, no qual os atletas que tiveram Covid-19 e teriam imunidade contra o vírus estão isentos de refazer o teste por 90 dias, mas os casos de reinfecção acontecem inclusive no futebol.  O Palmeiras, por exemplo, já teve atletas com reinfecção no ano passado e as novas mutações aumentam ainda mais as chances de isso acontecer, como no JEC. Ele sugere que o prazo seja menor do que 90 dias.

“A preocupação é porque tendo várias mutações do vírus, o que é comum, não sabemos até que ponto elas são mais infectantes e muitas dessas mutações podem ter essa reinfecção que não temos estudada completamente. Seria melhor ajustar esse protocolo, fazer com mais frequência porque não sabemos direito, é tudo diferente por causa das mutações. Ficamos com medo que 90 dias seja muito”, destaca.

Para médicos, o teste precisa ser realizado em jogadores já contaminados anteriormente – Foto: Lucas Colombo/ECPróspera

Para médicos, o teste precisa ser realizado em jogadores já contaminados anteriormente – Foto: Lucas Colombo/ECPróspera

Em contrapartida, o médico do Avaí, Luís Fernando Funchal, defende o protocolo. “Fizemos reuniões com todos os clubes e nenhum se manifestou contrário. O protocolo é discutido por um colegiado”, fala.

O médico salienta, ainda, que as formas e práticas são adotadas mundialmente com algumas diferenças e reforça que os clubes precisam estar atentos aos atletas e possíveis sintomas. Sobre o caso do JEC, Funchal reforça que foge muito da normalidade e “algo aconteceu”. “Não é erro do protocolo, pode ser de aplicação”, finaliza.

Já o médico do Joinville rebate afirmando que em toda a pandemia, o JEC nunca teve casos extremos, apenas isolados, como todos os clubes, com os protocolos sendo rigorosamente seguidos. Para Gambeta, a infecção se deve a um grupo de atletas viajando por quase 10 horas dentro de um ônibus. “Mais de 30 casos de uma só vez, claro que não é normal. Tem que ser na viagem, não tem como pegar de uma vez só”, diz.

Ele conta que após a partida contra o Próspera o clube entrou em contato com o time do Sul informando sobre a situação e pedindo para que realizassem testes para ter certeza que não houve infecção durante a partida. O médico questiona a conduta da Federação no que diz respeito à preocupação com a questão sanitária não só do JEC, mas de toda a competição.

“Ficamos muito preocupados de termos passado para eles. Temos medo também de contaminar o Metropolitano, é um caso de saúde e a FCF está mais preocupada com o campeonato do que com a saúde de todos os envolvidos”, finaliza.

O que diz a FCF

A reportagem questionou a Federação Catarinense de Futebol sobre os protocolos adotados. A FCF se manifestou por meio de nota. Confira:

– O próprio protocolo do Governo fala que não se deve fazer o teste por pelo menos três meses, salvo se eles ficaram sintomáticos, que foi o caso. Claro que não assintomático não tem a necessidade de fazer novamente, mas uma vez que volte a ficar sintomático deve se fazer, afastar até para preservar a equipe.

– Com relação a utilização dos testes, já em outubro do ano passado, um decreto do governo acrescentou o teste antígeno. Ou seja, hoje podemos usar o teste PCR ou o teste antígeno. São dois testes que são válidos para fazer as nossas competições.

– O protocolo funcionou, a partir do momento que foi constatado que a equipe do Joinville não conseguiu o número mínimo de atletas para participar, a partida foi adiada.

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